Textos de pessoas inteligentes, para pessoas inteligentes, inspirados em gente estúpida

"Não é a barba que quero, é a barba que há."

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Mensagem especial ao meu hater

Este é um post especial fora do contexto semanal. Fico muito contente por informar que tenho um hater! Este post é dedicado a ele.
         "Caro Hater;
muito obrigado pela sua opinião. Estou muito honrado que tenha lido pelo menos 3 textos meus só para poder dizer mal deles. É com um enorme orgulho que aceito o seu reconhecimento, pois parto do principio que sou importante o suficiente para o senhor/senhora ter dedicado pelo menos umas quantas horas a mim (olhando pelas horas em que publicou os seus tão honrosos comentários). A meu ver apenas cometeu três erros:
1-O facto de ter feito um comentário na aba "salão intelectual", que claramente não é para si;
2-Não consegui perceber a sua "sugestão" na caixa;
3-Devia ter pelo menos tomates para se identificar.


Com os melhores cumprimentos:
Barbichas"

terça-feira, 21 de abril de 2015

"Talentos"

Sara Sampaio é decerto uma modelo muito bonita, e também motivo de orgulho nacional. Outro grande motivo de orgulho nacional é a pêra rocha, única no mundo.E qual é o português que não sente orgulho no seu clima? Ou no Cabo da Roca, ponto mais ocidental na Europa? Meus senhores, tenho-vos a informar que tudo aquilo que eu enumerei não podem e não devem ser considerados motivos de orgulho nacional.
        "E porquê, Barbichas?", perguntam vocês. A resposta é simples: a Sara Sampaio é bonita por ser bonita, assim como a pêra rocha sabe bem porque sabe bem. O clima mediterrâneo já cá estava antes de Portugal ser país assim como o Cabo da Roca, que é o ponto mais ocidental da Europa por acaso. Resumindo, ser português não têm QUALQUER INFLUENCIA nem na Sara Sampaio, nem na pêra rocha, nem no clima, nem no Cabo da Roca,  nem noutros milhares de coisas. Pode-se portanto considerar motivo de orgulho nacional outras coisas, por exemplo el rey D. Afonso Henriques, o doutor Egas Moniz, o Licor Beirão, ou os pasteis de Belém. D. Afonso Henriques e Egas Moniz por terem sido pessoas influentes e porque conseguiram exercer algo que não lhes foi dado pela genética e o Licor Beirão por ser uma invenção portuguesa, assim como os pasteis de Belém. Não quero com isto desacreditar nada nem ninguém: A pêra rocha é boa, o clima é bom, e a Sara Sampaio também, e no Cabo da Roca faz uma ventania que não se pode mas é porreiro. Simplesmente há coisas que acontecem por mero acaso, e outras que levaram esforço e dedicação a fazer, e essas sim, merecem ser motivo de orgulho deste nosso Portugal.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A morte do artista

Morreu Manoel de Oliveira. O realizador, que segundo consta fazia filmes chatérrimos, tinha o recorde de cineasta com mais idade no mundo. É conceituado no mundo da sétima arte simplesmente por causa disso. Ou era. Vou confessar que nunca deitei mãos ao sacrifício de ver um filme dele, achava-os no mínimo pouco apelativos (e certamente não era o único) mas agora que o homem morreu, toda a gente vai tratar de conhecer a obra, para dar uma de cultura geral. O mesmo aconteceu com Hérberto Hélder. Sei em primeira mão de um caso em que a pessoa em questão não fazia a mais pequena ideia quem era Hérberto Hélder, mas no instante em que ele morreu já sabia toda a biografia e obra do homem. Hérberto Hélder e Manoel de Oliveira semelhantes numa coisa: tanto num caso como no outro, era pouca a elite que conhecia as obras deles. Mas há uma grande diferença: Hérberto Helder era, de facto, bom no seu oficio, e Manoel de Oliveira (segundo consta), não conseguia agradar ás massas. Agora que morreram os dois, vão ambos para o mesmo saco: vão fazer-se todo o tipo de homenagens e cerimonias aos dois, vão elogiar muito as obras dos dois, vão fazer tudo e mais alguma coisa aos dois. Apesar de tudo, não posso deixar de admirar Manoel de Oliveira pela sua idade e persistência, pois mesmo sabendo que a maioria das pessoas não gostava do que ele fazia, ele continuou. Mas há qualquer coisa na morte dos artistas que potencia a sua carreira. Kim Kardashian, aqui fica a sugestão.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O regresso dos mortos vivos.


Não escrevo aqui há pelo menos oitenta fazes lunares, mas hoje deu ao Barbichas para se levantar da campa.
Assumo com vocês, pessoas que ainda cá aparecem para ver se há algo de novo ou não, o compromisso de escrever aqui um texto por semana, nem que seja só a falar do sexo dos anjos.
Vamos lá ver se isto ainda tem pernas para andar.

sábado, 27 de setembro de 2014

A juventude de hoje em dia...

Hoje foi um dia estranho. Lá fui eu para a escolinha, aturar pessoas que preferia nem ver, só para mais tarde ter a satisfação de sair de lá.
Mas aquilo que foi, de facto, inspirador, ocorreu quando fui almoçar ao centro comercial, em hora de ponta. Eram pessoas que nunca mais acabavam, e uma das poucas mesas que estavam livres era pequenina, com dois tabuleiros lá em cima, mas como estava perto, foi lá que me sentei, mais a minha mãe. Ao lado da mesa, estavam duas velhotas. Quando conseguimos finalmente tirar os tabuleiros da mesa, o que não foi fácil, sentamo-nos e começamos a comer. As duas velhotas que comiam ao nosso lado entretinham-se a falar daquilo que parece ser o assunto mais debatido pela terceira idade: a juventude de hoje em dia. Sim, porque nós (entenda-se, eu) somos o futuro do pais, e isto está muito mal, e os jovens são muito mal-educados e mais um par de botas. E pronto, foi o almoço todo a cagar sentenças.
Quando as velhotas acabaram de comer, uma deles agarra no tabuleiro, mas não o levanta da mesa. Ao reparar no ar intrigado da sua companhia, a senhora tentou explicar-se. "Vou arrumar o tabuleiro", concluiu a anciã. "Mas para quê?" perguntava a outra idosa. No fim, as velhas foram-se embora e deixaram os tabuleiros em cima da mesa.
"Isto é, no mínimo, curioso.", pensei eu para mim. Mas depressa isso me passou. Mais tarde, fui ao cinema ver um filme chamado "os gatos não têm vertigens", e o publico na sala era, a semelhança das outras duas senhoras, idoso. O filme foi agradável, mas no fim, não pude deixar de reparar no estado em que a sala ficou. Já assisti a filmes de animação com 500 putos a fazer uma barulheira que dava para acordar um morto, mas quando o filme acabou sala parecia o palácio real, em comparação com a javardice que os anciãos fizeram ali.
Agora, ao fim do dia, enquanto escrevo esta postagem, penso para mim mesmo: Mas será que quando as pessoas chegam a uma certa idade, pensam que podem dar-se ao luxo de não deixar livres as mesas em hora de ponta, e de transformar salas de cinema em autênticas estações de reciclagem? Este não foi o primeiro dia que encontrei idosos que acham que "a juventude de hoje em dia" é que vai mandar o pais desta para melhor. A isto, eu pergunto: o pais não foi já desta para melhor? E não foram eles os jovens que viraram isto do avesso?
Quero salientar que respeito o ancião. É preciso respeitar os mais velhos. Mas por favor, dêem-se ao trabalho de respeitar, e de educar pelo exemplo. Vejo gente que admira as culturas orientais e tribais, onde o ser ancião é um posto altamente respeitável, e criticam que cá não seja assim. Pois, porque será? 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Bem-vindo


Seja bem-vindo ao nascimento deste blog!
Aqui poderá ler as crónicas que eu ocasionalmente escrevo, sejam elas histórias verídicas ou coisas que inventei. Não assumo nenhum compromisso de escrita, escrevo quando quiser, o que quiser.
O meu público alvo são pessoas com pelo menos 5 neurónios no crânio. Há uns tempos isso não era pedir muito, mas parece que nos dias que correm é cada vez mais um esforço encontrar alguém assim.
Caso se ache digno então de seguir estas crónicas, é com muito gosto que escreverei para si. Caso contrário, obrigado na mesma. É sobre si que escreverei.

Pré-blog

Aqui estão os escritos que me fizeram abrir este blog. São só 3, mas foram os suficientes.

1#-Raios partam os franceses! (Escrito dia 9/9/14)
Ainda falta algum tempo para os 16 anitos, e com essa idade que se diz ser uma merda, chega-nos uma série de coisas boas, como por exemplo, a bela oportunidade de fazer part-times e coisas assim. A zona onde vivo proporciona um vasto leque de oportunidades. Vivo perto da estação do metro amadora-este, por isso, posso ir tocar viola para lá, ou andar com um cachorro e uma garrafa de plástico cortada ao meio pelas carruagens. Sim, é uma péssima ideia. Engraçado era fazer qualquer coisa na área do turismo, nas férias de verão. Sei lá, convém saber falar inglês, o que faço com destreza. A escrita é que não é tão boa, mas a não ser que apareça um surdo no tour, não será um problema. Também falo espanhol, mas não tão bem como falo inglês. Não, não falo francês, mas provavelmente, como não gosto de franceses, ia falar em inglês e se eles falassem francês comigo, com aquele seu ar arrogante de como quem diz "vais falar francês, raça inferior do sul", simplesmente digo "oui" e siga pa bingo.
Ninguém faz carreira em part-times. Mas já é alguma coisita.


2#-Os vegetais também morrem. Come pedras. (Escrito dia 10/9/14)
O texto desta vez será sobre um assunto mais sério.
Hoje, um amigo aqui do facebook, até porque não me lembro quem ele é na vida real e nem sei porque que continua meu amigo, publicou umas imagens chocantes de gatos e cães a serem levados para o matadouro na china, pois essas espécies são consideradas iguarias por essas regiões do oriente, salientando a sua repulsa, ao escrever "anormais dos chineses". Ora, eu considero isso uma hipocrisia de todo o tamanho, porque se for para refilar com as vaquinhas que marcham a toque de gaita para o matadouro, ái não que o menino gosta de bitoque.
Não pude ignorar, e decidi fazer um comentário na publicação. E acho que esse foi o meu primeiro erro. Foi um comentário breve, em que eu perguntava o porquê dos cães/gatos serem mais dignos de viver do que as vacas que nascem já com o destino traçado. Salientei que todas as espécies vivas têm o mesmo direito de viver, e que, como não sou nenhum santinho, retiro carne dos seres vivos, matando-os indirectamente, retirando-os da natureza, por isso um dia a natureza também tratará de me dar o mesmo destino . Pensei que tinha acabado de começar um debate interessante, mas não, em vez disso recebi uma resposta que me indignou de tal forma que me inspirei a escrever esta critica. A resposta foi pouco cuidada, com imensos erros ortográficos e da qual não percebi metade, mas a melhor tradução que posso fazer, é que o individuo acha que existe uma diferença entre animais que convivem com pessoas, e animais que só pensam em comer.
Agora, pessoas que ainda seguem a leitura do texto, que respondo eu a tamanha ignorância? Será possível que, em pleno século XXI, ainda haja a mentalidade de haver espécies de animais superiores ou inferiores? Tanto um urso como uma erva daninha têm o seu lugar, sendo que nenhum jamais se deverá sobrepor ao outro!
Mas isso sou eu. Sou um gajo com umas ideias, e de vez em quando dá-me para dizer coisas assim.

3#-Mau uso de frigoríficos. (Escrito dia 16/9/14)
Hoje foi o meu primeiro dia de escola. Era para ser ontem, mas andaram a mudar os telhados de amianto. Agora, aquilo que nos protege da chuva no exterior parece que foi feito com peças de frigorífico. Está de facto muito feio, não sei se prefiro respirar o amianto em decomposição por mais dois anos, ou abrigar-me debaixo daquela coisa. O aspecto dos cartões da escola também mudou. Gosto mais agora porque assim aparece o meu nome completo. Infelizmente, agora está lá uma fotografia com um penteado que já não uso. Com o cabelo curto, fico mais parecido com uma fotografia minha que tenho do 4º ano, do que com a fotografia que está no cartão, e ainda não fez um ano desde que essa mesma foi tirada. Não foi só a escola que mudou, também mudei ligeiramente o visual. Deixei crescer uma barbicha. Não está aparada nem nada, o que se vê é o que há. As pessoas reagiram de forma estranha, mas é melhor habituarem-se, pois as borbulhas que estão debaixo da minha aspirante a barba é como se não estivessem lá sequer, por isso, os pelos ficam, e isso não está aberto a discussão. Só a corto daqui a um ano, assim como o cabelo. Depois logo vejo se gosto ou não. É que deixar crescer pelos não é exactamente o mesmo que fazer uma tatuagem, posso cortar quando quiser, não que eu queira saber disso.
Também tenho pensado na tatuagem que eventualmente vou fazer.
Pensei em dois dragões orientais a volta do meu dorso. O dragão negro sairia enrolado pelo meu braço direito, enquanto o dragão branco sairia enrolado pelo meu braço esquerdo, com os focinhos de ambos os bichos a acabarem perto do meu pulso. Se calhar esta tatuagem é como os telhados de amianto lá na escola. Alguém pensou que seria uma boa ideia, mas revelou-se ser o contrário, e ficou feio. Tão feio que pode apenas competir com a bruxa má do oeste.
Como não quero que a minha tatuagem seja concorrente nessa competição, vou usar os 3 anos que ainda me faltam para pensar nisso.
Pronto, acho que já me estendi de mais, para quem não veio aqui falar de nada em concreto, pelo que vou parar. A partir de agora, não vou escrever mais como uma espécie de cronista. Quero ser um repórter da natureza. Um caçador. E vou caçar pessoas estúpidas, escrevendo aqui as minhas reportagens.
O habitat natural dos estúpidos é o parlamento e a escola. Por isso não deverá ser difícil.