1#-Raios partam os franceses! (Escrito dia 9/9/14)
Ainda falta algum tempo para os 16 anitos, e com essa idade que se diz ser uma merda, chega-nos uma série de coisas boas, como por exemplo, a bela oportunidade de fazer part-times e coisas assim. A zona onde vivo proporciona um vasto leque de oportunidades. Vivo perto da estação do metro amadora-este, por isso, posso ir tocar viola para lá, ou andar com um cachorro e uma garrafa de plástico cortada ao meio pelas carruagens. Sim, é uma péssima ideia. Engraçado era fazer qualquer coisa na área do turismo, nas férias de verão. Sei lá, convém saber falar inglês, o que faço com destreza. A escrita é que não é tão boa, mas a não ser que apareça um surdo no tour, não será um problema. Também falo espanhol, mas não tão bem como falo inglês. Não, não falo francês, mas provavelmente, como não gosto de franceses, ia falar em inglês e se eles falassem francês comigo, com aquele seu ar arrogante de como quem diz "vais falar francês, raça inferior do sul", simplesmente digo "oui" e siga pa bingo.
Ninguém faz carreira em part-times. Mas já é alguma coisita.
2#-Os vegetais também morrem. Come pedras. (Escrito dia 10/9/14)
O texto desta vez será sobre um assunto mais sério.
Hoje, um amigo aqui do facebook, até porque não me lembro quem ele é na vida real e nem sei porque que continua meu amigo, publicou umas imagens chocantes de gatos e cães a serem levados para o matadouro na china, pois essas espécies são consideradas iguarias por essas regiões do oriente, salientando a sua repulsa, ao escrever "anormais dos chineses". Ora, eu considero isso uma hipocrisia de todo o tamanho, porque se for para refilar com as vaquinhas que marcham a toque de gaita para o matadouro, ái não que o menino gosta de bitoque.
Não pude ignorar, e decidi fazer um comentário na publicação. E acho que esse foi o meu primeiro erro. Foi um comentário breve, em que eu perguntava o porquê dos cães/gatos serem mais dignos de viver do que as vacas que nascem já com o destino traçado. Salientei que todas as espécies vivas têm o mesmo direito de viver, e que, como não sou nenhum santinho, retiro carne dos seres vivos, matando-os indirectamente, retirando-os da natureza, por isso um dia a natureza também tratará de me dar o mesmo destino . Pensei que tinha acabado de começar um debate interessante, mas não, em vez disso recebi uma resposta que me indignou de tal forma que me inspirei a escrever esta critica. A resposta foi pouco cuidada, com imensos erros ortográficos e da qual não percebi metade, mas a melhor tradução que posso fazer, é que o individuo acha que existe uma diferença entre animais que convivem com pessoas, e animais que só pensam em comer.
Agora, pessoas que ainda seguem a leitura do texto, que respondo eu a tamanha ignorância? Será possível que, em pleno século XXI, ainda haja a mentalidade de haver espécies de animais superiores ou inferiores? Tanto um urso como uma erva daninha têm o seu lugar, sendo que nenhum jamais se deverá sobrepor ao outro!
Mas isso sou eu. Sou um gajo com umas ideias, e de vez em quando dá-me para dizer coisas assim.
3#-Mau uso de frigoríficos. (Escrito dia 16/9/14)
Hoje foi o meu primeiro dia de escola. Era para ser ontem, mas andaram a mudar os telhados de amianto. Agora, aquilo que nos protege da chuva no exterior parece que foi feito com peças de frigorífico. Está de facto muito feio, não sei se prefiro respirar o amianto em decomposição por mais dois anos, ou abrigar-me debaixo daquela coisa. O aspecto dos cartões da escola também mudou. Gosto mais agora porque assim aparece o meu nome completo. Infelizmente, agora está lá uma fotografia com um penteado que já não uso. Com o cabelo curto, fico mais parecido com uma fotografia minha que tenho do 4º ano, do que com a fotografia que está no cartão, e ainda não fez um ano desde que essa mesma foi tirada. Não foi só a escola que mudou, também mudei ligeiramente o visual. Deixei crescer uma barbicha. Não está aparada nem nada, o que se vê é o que há. As pessoas reagiram de forma estranha, mas é melhor habituarem-se, pois as borbulhas que estão debaixo da minha aspirante a barba é como se não estivessem lá sequer, por isso, os pelos ficam, e isso não está aberto a discussão. Só a corto daqui a um ano, assim como o cabelo. Depois logo vejo se gosto ou não. É que deixar crescer pelos não é exactamente o mesmo que fazer uma tatuagem, posso cortar quando quiser, não que eu queira saber disso.
Também tenho pensado na tatuagem que eventualmente vou fazer.
Pensei em dois dragões orientais a volta do meu dorso. O dragão negro sairia enrolado pelo meu braço direito, enquanto o dragão branco sairia enrolado pelo meu braço esquerdo, com os focinhos de ambos os bichos a acabarem perto do meu pulso. Se calhar esta tatuagem é como os telhados de amianto lá na escola. Alguém pensou que seria uma boa ideia, mas revelou-se ser o contrário, e ficou feio. Tão feio que pode apenas competir com a bruxa má do oeste.
Como não quero que a minha tatuagem seja concorrente nessa competição, vou usar os 3 anos que ainda me faltam para pensar nisso.
Pronto, acho que já me estendi de mais, para quem não veio aqui falar de nada em concreto, pelo que vou parar. A partir de agora, não vou escrever mais como uma espécie de cronista. Quero ser um repórter da natureza. Um caçador. E vou caçar pessoas estúpidas, escrevendo aqui as minhas reportagens.
O habitat natural dos estúpidos é o parlamento e a escola. Por isso não deverá ser difícil.



Proud!
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